Vergílio Ferreira, in "Conta-Corrente 2"
(Este blog é totalmente dedicado a Laura e Lara, para quem todas as mensagens que aqui posto, me dirijo. Sem dizer adeus.)
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Uma Significação para a Vida
Vergílio Ferreira, in "Conta-Corrente 2"
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O tempo
O tempo em que corro atrás do tempo, vazio, esquecido, do resto do tempo. Ouço o respirar, que me faz de espectador na corrida do tempo. Preguiçoso leva-te por milénios em segundos, aguardando a bandeira no arco da vitória.
Uma vida aguarda por esse tempo, que guarda do tempo que tudo esquece, a saudade do calor da vida. Um segundo, no limiar do penhasco onde se despenhará o tempo que há-de vir, seguro a minha alma no fio da foice que levará esse tempo para sempre.
Saudades
Saudades da explosão de raiva, em que a voz se elevava até doer, até sentir as veias do meu cérebro dilatarem, não deixando espaço para mais nada do que a razão.
Saudades do coração voar do meu peito junto com as palavras, eliminado o bom senso. Da adrenalina a percorrer o corpo exausto e esfomeado de mais luta.
Saudade do medo, que me fazia sentir viva. Do mundo ingénuo, guerreiro, companheiro, vivo, perfeito, dos meus desenhos de escola.
Já não sinto a violência desta guerra. As marcas no meu corpo já não têm história, independência, memória.
Resta-me alimentar este mar de sal, em que navegam jovens marinheiros ansiosos por novos mundos.
domingo, 1 de agosto de 2010
Opinião!
Somos mesmo nós que definimos as nossas próprias decisões? Somos livres de o fazer? Onde está a fronteira? Estamos vazios da opinião e influência do exterior? Algo vazio sabe escolher? Escolhemos quem nos faz a melhor oferta, sem pensar ou analisar? O que é ser? Sou eu um ser? Ser é um adulto? As crianças não são ser? Eu não quero ser. Eu sei o que quero? Porquê a guerra contra o muro que eu construi? Porquê é que eu sou o vilão? Olho para o espelho e apenas vejo o meu reflexo. Não eu, mas a versão negativa do eu. Deveria amar o que tenho para dar e não o meu potencial...
Não chega? Não. Quero ver quem és. Até onde vão as tuas correntes.
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